Mercado audiovisual e direção de fotografia
Daniel Dias Victor trabalha com o mercado publicitário, político e de cinema desde 1993 e já fotografou e dirigiu inúmeros comerciais de empresas como Águia Branca, Vale do Rio Doce, Lorenge, Fiat, Corinthias, Unimed, Governo do Estado, Shoppings, e outros. Ele é um dos palestrantes da próxima edição do 3em1.
O carioca é técnico em Cinematografia pela Univerdidade de Maine – USA e atualmente é diretor de Cena e Fotografia do mercado capixaba. O profissional cursa direito pela faculdade Estácio de Sá. Daniel já participou de fóruns e seminários internacionais na área de cinema e foi produtor e fotógrafo de inúmeras peças audiovisuais, além de dirigir videoclipes das bandas Herança e Rastaclone.
Em contato com nossa equipe, Daniel respondeu algumas questões sobre a produção audiovisual e fotografia no Estado. O diretor de cena e fotografia também deixou suas percepções quanto ao mercado dessa área:
1) Como anda o mercado de produção de vídeo no estado? Quem são os profissionais que atuam no setor?
Existe hoje em dia uma diversidade de produtoras que montam diferentes tipos de materiais, algumas até com especialização em técnicas e nichos específicos. Esta variedade demonstra o universo de produção audiovisual. Quando falamos de imagem, o universo é vasto! Pode-se desde fazer desenhos animados, dedicar-se a campanhas, ficar especialista em efeitos especiais, ou até trabalhar em produtos alternativos, isso sem falar no mercado publicitário e as igrejas.
O que posso dizer sobre o mercado de produção no estado é que ele anda, não como gostaríamos, mas anda, e anda junto com a gente. Quem faz o mercado somos nós. Possibilidades e novos espaços existem, mas nada é fácil. Comparando mercados, devemos também proporcionalizar outros fatores que equiparam as realidades. O mercado é uma linha reta na minha interpretação. O mercado precisa de gente mais capacitada, quanto mais formação melhor. É óbvio que talento e bom gosto é de cada um.
Precisamos muito, mas muito mesmo, de assistentes de câmera, e assistentes em grip (tripés), assistentes em maquinarias, editores, animadores gráficos, produtores, operadores de áudio, produtores de áudio, jornalistas, documentaristas, e por aí vai, mas precisamos de gente capacitada, ou no mínimo, interessada em aprender. Relacionamentos fazem a diferença!
2) Na área da fotografia, temos no Estado profissionais qualificados? Onde mais pode trabalhar um profissional de foto?
Sim. Possuímos pessoas qualificadas em todas as áreas, o universo é amplo. O que mais me chama a atenção neste momento é a linguagem visual poética, calcada em boa cinematografia e a artística, onde se empregam técnicas e expressões. Um profissional da área de imagem pode trabalhar em manipulação de imagem, tanto publicitária, quanto em efeitos especiais, pode ser still ou em movimento, pode ser 3D, ou 2D, ou pode-se misturar tudo e ainda assim agregar mais técnicas.
3) Os profissionais de fotografia são “bem empregados”?
Aqueles que se dedicam ao conhecimento, ao estudo, e as boas relações, sempre serão bem “empregados”!
4) Que fotografia você indicaria ou faria para retratar o mercado do Espírito Santo, quanto a capacidade e fomentação na área de Produção Audiovisual?
A de um mercado em crescimento lento, mas com possibilidades e como sempre dependendo de políticas públicas “para todos”.
Por Larissa Gotardo
Tags: 3em1, audiovisual, direção de fotografia, Espírito Santo, fotrografia, mercado, palestra, publicidade
