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Evento reúne grandes nomes da música brasileira no ES

quarta-feira, outubro 20th, 2010

Aproveitando o gancho do último tema da palestra 3em1, Publicidade e Cultura, estão abertas as inscrições do projeto de capacitação profissional em música, voltada para profissionais, como músicos, artistas, produtores e técnicos, e estudantes de música.

O projeto faz parte do Programa de Desenvolvimento da Cultura Capixaba, visando criar condições favoráveis ao estudo, à pesquisa e à organização das diversas cadeias produtivas vinculadas à atividade cultural.

Este ano é a segunda edição do projeto, que contará com a participação de convidados ilustres. É o caso de Gilberto Gil, David Tygel, Lucas Ciavatta, Malu Fernandes e Mariana Bahia. Serão 5 cursos, 4 oficinas e 3 palestras oferecidos gratuitamente a profissionais da área da música, que darão a oportunidade de expandir conhecimentos e a troca de informações com os convidados.

Interessados, fiquem ligados: as vagas são limitadas. As inscrições já começaram no portal da música no Espírito Santo.

Por Rafael Gonçalves

Mesa-redonda: Publicidade e Cultura

quinta-feira, outubro 14th, 2010

No final de cada palestra do 3em1, os participantes têm a chance de levantar questionamentos para os entrevistados, a fim de esclarecer melhor o tema debatido. Seguem abaixo algumas perguntas da última edição do projeto, sobre Publicidade e Cultura:

A política dos editais tem chance de não ser adotada no próximo governo?

O Funcult é uma lei o os recursos só podem ser operados por editais e leis que já existam. Só poderiam ser modificados por um outro projeto de lei. Espero que a lei permaneça.

Como funciona o trabalho do produtor cultural?

Ele se divide em diversas funções. Escreve projetos e executa a função de acordo com o formato do projeto. O produtor executivo trabalha na compilação de recursos, atendimento conceituação e buscando os recursos. O produtor artístico trabalha na execução dos projetos no campo, com toda a logística. Cada projeto tem uma estrutura diferente e uma equipe diferente. É difícil a mesma equipe atuar em todos os projetos.

Com a nova era, geração nova e tudo pela internet, e mesmo com a crise fonográfica, como se explica o grande aumento de músicos no Estado?

Foi constatado em 2008, 480 artistas de música (invisíveis) e mesmo com a crise fonográfica e com as novas mídias esse mercado se aquece e se renova. Um meio de difusão não substitui o outro.

Como a questão do estereótipo se posiciona na publicidade visto que esta nos faz refletir assim como a arte?

Muitas vezes é necessário trabalho com estereótipo para clareza e reconhecimento da mensagem por parte do interlocutor e assim o fazer refletir.

Há muitos artistas bons que não saem daqui. Por que não há visibilidade fora?

Aqui não se consegue dar publicidade ao que se produz localmente, mas está crescendo lá fora, nacional e internacionalmente, como na França, por exemplo, que possui diversos festivais com apoio da iniciativa pública do próprio país.

O mercado precisa crescer muito ainda, a ponto do artista se manter somente de sua arte, não se desdobrar para produzir junto a outra ocupação. Aqui no Estado a orquestra filarmônica do Espírito Santo tem grande visibilidade nacional.

Quais os critérios utilizados pela Secult para estipular os valores para os editais?

Através de levantamento de custos e preço de mercado. É ideal que o artista ganhe o prêmio no edital e seu o projeto seja produzido por completo, então os valores dos editais tem como objetivo que se desenvolva todo o projeto, não apenas parte dele.

Arte, Cultura e Publicidade

quinta-feira, outubro 14th, 2010

Maria Aparecida Tordesilhas é professora da UVV e na nossa última palestra, sobre Cultura e Publicidade, falou sobre o conceito de Cultura e sua relação com a Publicidade.

A professora mencionou que pessoas cultas eram vistas como aquelas que se familiarizavam com a alta cultura (artes). Mas destacou que a palavra cultura tem vários conceitos e tipos de interpretação, podendo representar a questão social de um povo ou lugar; se relacionando com uma parte do conhecimento do grupo (literatura, artes plásticas, música); ou ainda pode ser vista como algo revolucionário e com ligação com o espírito humano, nos fazendo questionar paradigmas.

Em um segundo momento, a palestrante falou sobre o preconceito existente entre cultura e cultura popular, colocada em segundo plano em relação às ciências. “As artes, assim como a publicidade, foram usadas pela classe dominante e no início do século XX vários artistas compuseram para o mercado, elaborando capas de revista, utilizando técnicas de artes para Marketing Pessoal, para venda de produtos, como pasta dental, entre outros”, comentou.

Segundo Maria Aparecida, a Cultura Popular influencia em diversas criações publicitárias atuais como jingles (inspirados em marchinhas) para o uso de preservativos no carnaval, por exemplo, em enredos carnavalescos e de festas juninas parodiados por diversas empresas para venda de seus produtos.

Aparecida fez uma correlação da publicidade com a cultura e também com a arte quando falou que, se pensada como elemento da cultura, a publicidade faz bem seu papel, pois se a arte é reconhecida como manifestação cultural e nos faz refletir, a publicidade atual também está inserida na cultura, pois retrata e reflete a realidade social (comportamento, vestuário, móvel, modos…) de uma época, se relaciona bem com a cultura popular e reconhece modos de vida, ou seja, ela cumpre um papel de reflexão, como a arte já fez.

“A publicidade vai se adaptando de acordo com o contexto”, disse, acrescentando que algumas artes publicitárias poderiam estar nas paredes de museus.

Ela finalizou sua fala explanando sobre o cinema e o grafite. O primeiro, segundo Aparecida, foi muito influenciado pela linguagem publicitária, implicando em edições e cortes mais rápidos, além ser dividido em filme comercial para a cultura de massa e filme de arte para a alta cultura; o segundo, visto antes como manifestação de rebeldia e contra normas, perdeu seu aspecto libertário e foi domesticado para entrar nos museus, sendo hoje aceito como arte.

Por Larissa Gotardo

Importância da publicidade na cultura

quarta-feira, outubro 13th, 2010

Anna Saiter, subsecretária de Estado de Patrimônio Cultural, também palestrou na última edição do 3em1 e falou a respeito do setor público de cultura e sobre a relação dele com a publicidade.

Muitas ações feitas pela Secretaria de Cultura do Espírito Santo (Secult) não são divulgadas e assim, a população não toma conhecimento. Daí surge a necessidade de que a imprensa divulgue mais os eventos culturais capixabas.

Segundo Ana Saiter, é fundamental para a gestão da cultura, a criação de uma base. Por isso, a secretária criou o fundo de cultura (Funcultura) com um investimento de R$ 5 milhões. “Atualmente a Secult, que tem o compromisso de democratizar o acesso aos bens culturais, está com 22 editais culturais em diversas áreas e, para cada edital existe uma curadoria para a seleção de projetos”.

A publicidade é fundamental neste setor, porque é através dela que são divulgados os benefícios e, posteriormente, a visibilidade dos projetos incentivados.

A Secult disponibiliza a capacitação para elaboração de projetos culturais para que os interessados possam inscrevê-los nos editais disponíveis, pois “pode-se perder uma grande idéia por não ser coeso e claro na sua elaboração”, comenta Anna.

Por Alessandra Mariani

Produção cultural no Espírito Santo

quarta-feira, outubro 13th, 2010

Aline Yasmin, uma das palestrantes da última edição do projeto 3em1, sobre Publicidade e Cultura, falou um pouco sobre a produção cultural no Espírito Santo e os incentivos capixabas nesta área.

A cultura, hoje, começa a ser percebida como uma possível forma de desenvolvimento e sustentabilidade e, em virtude disso, há um crescimento na abertura de editais de incentivo à cultura tanto na área pública como na privada. Por isso, alguns profissionais de comunicação estão migrando para a área de produção cultural.

Segundo Aline, “a cultura pode ser entendida como um objeto de mercado, podendo tirar a figura do artista de uma certa ‘marginalidade’”.

No Espírito Santo, um dos fatores que dificultam o trabalho do produtor e o desenvolvimento de projetos na área cultural é um diálogo ainda muito fraco com as agências de publicidade e a pouca oferta de profissionais direcionados para trabalhar na área cultural.

As empresas, ao investirem em eventos culturais, obtêm uma boa visibilidade direcionada a públicos selecionados, porém o Espírito Santo ainda é o que menos investe em cultura na região sudeste e um dos que menos investe, no Brasil.

“Os consumidores desconhecem a produção local e o público capixaba tem muita dificuldade de conceber o novo. Existe uma forte resistência aos produtos locais. Então, é necessário trabalhar na formação de público e aumentar o volume de informação sobre a produção cultural local”, enfatizou Aline.

Por Alessandra Mariani